quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Não espero o teu perdão
Nem aquele que lhe dei
Porque a ti dei meu perdão
E você não o devolveu

Deixar de abrigar tanto ódio
É tão difícil quanto largar um vício
Dia chegará, nos abraçaremos sem rancor
Depois de uma noite trágica, sôfrega de dor

O mal e o bem são iguais
Quando o queremos igual
E vivem irmanados, entre nós, entrelaçados
Porque é do ser humano

O resto é estar aqui
Tanto ódio assim envenena
A alma, teu corpo
Teu coração todo se turva

Morde os lábios que te abrigam
Beija-os com cupidez
Amor e ódio podem ter preço
Mas o coração só se rende ao querer
Plantei uma semente de querer
Para o desejo vingar
E assim encontrar o amor
E nos irmanarnos juntos
Puros como uma plantinha que vinga
Crescer envolto da terra revolta e macia

2011

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