Não espero o teu perdão
Nem aquele que lhe dei
Porque a ti dei meu perdão
E você não o devolveu
Deixar de abrigar tanto ódio
É tão difícil quanto largar um vício
Dia chegará, nos abraçaremos sem rancor
Depois de uma noite trágica, sôfrega de dor
O mal e o bem são iguais
Quando o queremos igual
E vivem irmanados, entre nós, entrelaçados
Porque é do ser humano
O resto é estar aqui
Tanto ódio assim envenena
A alma, teu corpo
Teu coração todo se turva
Morde os lábios que te abrigam
Beija-os com cupidez
Amor e ódio podem ter preço
Mas o coração só se rende ao querer
Plantei uma semente de querer
Para o desejo vingar
E assim encontrar o amor
E nos irmanarnos juntos
Puros como uma plantinha que vinga
Crescer envolto da terra revolta e macia
2011
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