Fez-se preciso escrever para que não venha a esquecer
deste sentimento impreciso, sutil e alarmante.
enraizado. Ainda que apenas tenha pousado
e que um dia certamente tocará você.
Vem repousando no meu olhar descrente.
Este sentido novo que me faz sentir
o que não se pode ver nem comprovar
senão no lugar do faz-de-conta.
Tem vários nomes ou não carece que haja um.
Basta que me certifique da sua existência.
Um sopro vivificante que vem
uma, duas, quantas vezes numa vida? De quantas formas?
Desde o primeiro, não conhecido
mas muito bem guardado. Ganhou vida noutro corpo.
Amor: sentimento mais primitivo.
Vem e sempre suscita um mundo
de pessoas novas e reinventa a minha vida.
Nas noites infindas de poesia e mal dormidas.
Agora só sinto falta do violão.
Estou completo.
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